Pindorama Remix @ Casa Brasil Joanesburgo
agosto 20, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment

Um dos grandes projetos da Embratur para a divulgação do país durante a Copa da África do Sul de 2010 foi a criação da Casa Brasil / Brasil Sensational Experience, um espaço de 2900 metros quadrados e 8 ambientes temáticos construído em Joanesburgo, África do Sul, com o objetivo de mostrar um Brasil moderno e continental, onde foi apresentado várias facetas da cultura, da tecnologia, da econômia, do turismo e da identidade nacional.
Dos vários eventos que aconteceram durante os quase 30 dias em que o espaço ficou aberto ao público da Copa do Mundo, a divulgação das cidades-sede da Copa de 2014 através de performances artísticas, multimídias e sensoriais foi um dos mais concorridas. Para representar as cidades da região Sudeste onde acontecerão jogos do mundial em 2014 – Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo - o coletivo multimídia mineiro F.A.Q foi convidado a reinterpretar essas cidades através de uma experiência audiovisual inovadora. Entitulado de Pindorama Remix, a apresentação foi feita no dia 24 de julho para uma platéia de mais de 200 pessoas onde imagens e músicas icônicas e originais da região foram reprocessadas e executadas ao vivo.
Como parte da argumentação e da construção do projeto, a isotipo.labs foi convidada a escrever um breve texto/artigo defendendo a importância do uso de novas tecnologias para a divulgação e consolidação de uma cultura nacional contemporânea, desvinculada de esteriótipos e clichês já tão empregnados no imaginário mundial e onde as várias identidades brasileiras seriam enaltecidas.
Abaixo, a íntegra do artigo usado como argumentação para o projeto. Para imagens de bastidores do evento, acesse o Flickr da Voltz Design, um dos integrantes do coletivo F.A.Q
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Em busca das identidades do Brasil
Talvez o Brasil esteja vivendo o melhor momento em toda sua história para a consolidação positiva de sua imagem e de suas diversas identidades, longe dos clichês e estereótipos já estabelecidos no imaginário mundial. A ideia de um país festeiro, terra do futebol e do samba, onde a alegria sem causa é a palavra de ordem, conserva uma imagem nacional que, apesar de também ser verdadeira, acaba por ser generalizante, ofuscando outras áreas produtivas e culturais, inovações e diversas atividades que produzimos por aqui. O Brasil hoje é um país moderno, forte, que busca reconhecimento e relevância mundial através de suas ações políticas e nos seus produtos e serviços, mas ainda é na cultura e no seu povo a maior fonte de produção para emanar essa imagem tão desejada.
Sede dos dois principais eventos mundais, a Copa de 2014 e as Olímpiadas de 2016, o Brasil terá a oportunidade única de mostrar quem de fato é, através da nossa cultura – uma monumental miscigenização que formou esse povo novo que é o brasileiro-, que nos torna únicos no cenário internacional. Alguns importantes esforços já estão sendo feitos para revelar e imprimir a nova alma brasileira através, principalmente, da arte e da tecnologia, mas sem se esquecer de suas raízes históricas e tradições culturais, tão importantes para a nossa formação como sociedade e nação. O projeto Pindorama Remix é um desses exemplos. Com o desafio de apresentar as três maiores cidades da região Sudeste -, o coletivo artístico multimídia F.A.Q tem a importante missão de mostrar a diversidade e pluraridade dessas várias “identidades” brasileiras através de uma performance onde a especificidade de cada região é destacada
A inusitada e não-convencional linguagem áudiovisual do F.A.Q, onde símbolos e ícones da região sudeste serão interpretados, processados e manipuladas ao vivo, associada ao caráter tecnológico e ao ineditismo de sua apresentação – uma clara analogia as características inovadoras das cidades representadas – em um evento como a Casa Brasil durante a Copa da África do Sul, frequentado por um público de distintas nacionalidades, será uma importante ferramenta para a promoção e divulgação de um Brasil cada vez mais contemporâneo, aberto ao mundo mas sempre valorizando aquilo que lhe é mais importante: a cultura nacional, desvinculada de maneirismos arcaicos e ultrapassados.
Gustavo Santos é designer com especialização em Relações Internacionais pela Universidade Belas Artes de São Paulo, editor e curador da TimeSheet Magazine, revista eletrônica voltada para a discussão e a produção de arte e design contemporâneos e do site isotipo.labs, centro de discussão e pesquisa sobre Nation e Place Branding, além de questões de identidade cultural e imagem nacional. Publicou o livro Nation Branding: Construindo a Imagem das Nações pela isotipo.labs.
Minha querida Índia
agosto 20, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment

Apesar de todos os esforços institucionais que os países se utilizam para tentar construir uma imagem positiva no imaginário coletivo mundial, nada é mais poderoso e eficaz do que a chamada experiência emocional. Ela é única, exclusiva e ninguém pode comprar, alterar ou transformar essa sensação que temos e sentimos quando chegamos em algum lugar desconhecido. Conseguir atingir a esse nível de intimidade emocional com um interlocutor é a principal fonte de sucesso para que qualquer projeto de Nation Branding, raramente alcançado pelos projetos tradicionais de comunicação produzidos pelos departamento de turismo dos países . Não existe logomarca, slogan ou ações promocionais que substituam o relato de um visitante que vivenciou de fato a riqueza e singularidade da cultura e da identidade daquele país. E quando toda essa experência é transmutada em uma singela e bela homenagem sobre aquilo tudo que foi vivido em terras estrangeiras, todos saem ganhando, do leitor ao futuro visitante.
Foi mais ou menos isso que os designers Fabiano Fonseca e Eduardo Recife fizeram. Um generoso e delicado olhar para esse país já tão retratado. Mas o que se diferencia aqui de todos os relatos já produzidos é uma Índia particular, única, tão íntima que pode até ser chamada de querida, assim como o título da obra. My Dear India é muito mais do que um livro de fotos de uma prosáica viagem de turismo. É uma espécie de agradecimento à aquele país por toda experiência vivida. E, agora, compartilhada.
O belo projeto, com coordenação editorial de Alessandra Maria Soares da Voltz Design junto com os autores, não está disponível em livrarias, mas pode ser adquirida diretamente com os artistas.



Japão, um país estranho
março 22, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment
O designer japonês Kenichi Tanaka, num exercício interessante de auto-reflexão, desenvolveu uma tese de como seu país era visto pelos olhos estrangeiros. Para isso, criou um vídeo onde dados tradicionais como o alto índice de desenvolvimento humano ou o segundo maior PIB do mundo são associados a certas peculiaridades típicas daquela sociedade, como os olhos pequenos, a tímidez de seu povo e o fascínio quase descontrolado de suas mulheres por dietas e marcas ao mesmo tempo que são apaixonados por fast food. O resultado, abaixo, é um divertido e belo retrato da sociedade japonesa, mesmo que carregado de humor e uma certa exarcebação de clichês.
Nation Branding, o livro
março 10, 2010 by isotipo.labs · 3 Comments




A isotipo.labs inaugura, com o livro Nation Branding: Construindo a Imagem das Nações, o projeto de uma mini-editora experimental focada em temas já bastante discutidos nesse site como branding de países, cidades e regiões, identidade cultural, gov 2.0, urbanismo e cidadania e discussões sobre o papel do design e do branding no desenvolvimento econômico e social das regiões onde essas ferramentas são aplicadas. A ideia é muito simples: buscar conteúdo em língua portuguesa sobre esses temas e disponibilizá-lo tanto na versão digital gratuíta quanto em versão impressa – vendidos sob demanda – tentando assim iniciar uma bibliografia em língua portuguesa sobre esses temas, que cada vez são mais evidentes nas discussões nacionais e internacionais, mas com conteúdos quase nulos em terras brasileiras.
O primeiro lançamento desse projeto, Nation Branding: Construindo a Imagem das Nações, é um breve panorama sobre o tema, voltando desde a fundação dos Estados modernos, no séc XVI, até suas aplicações práticas nesse conturbado século XXI. Escrito por Gustavo Santos, designer com espcialização em Relações Internacionais, o livro, concebido a partir de uma monografia para o curso de Relações Internacionais e como prévia para uma tese de mestrado, tem como objetivo apresentar o tema tanto para estudiosos do universo das Ciências Políticas e Sociais quanto para profissionais de comunicação de uma forma suscinta, clara e inédita, já que ainda não existe literatura em língua portuguesa sobre o assunto. Para maiores informações sobre o conteúdo do livro, clique aqui, e para saber mais sobre o autor, clique aqui.
Em breve, o conteúdo da primeira publicação da isotipo.labs poderá ser lido na íntegra aqui no site ou pelo Issuu. Para os interessados em uma cópia impressa, basta acessar o Blurb, e fazer seu pedido online.
Design para a África
março 7, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment


O estúdio de design californiano Stolen ficou impressionado com as estatísticas nada favoráveis das nações do continente africano. Números impressionantes como a expectativa de vida de 31 anos de Moçambique oua informação de que a cada 63 habitantes de Botsuana, 37 são portadores do vírus da AIDS, serviram de inspiração para uma série de camisetas onde esses dados de vários países daquele continente são divulgados a partir de um belo trabalho de data vizualization. O projeto, chamado de StatAttak, colocou a venda essas camisetas com o objetivo de doar 20% de todo o valor arrecadado para um grupo de voluntários que vão construir um orfanato em Moçambique, país que inspirou todo o projeto. Segundo o site, ao invés de entregar esse dinehiro para terceiros, os designers vão pessoalmente até ao país para entregar o valor da doação e acompanhar de perto o projeto. Bonito e interessante.
Abaixo, mais algumas imagens do projeto.




A inspiração de Istambul
março 1, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment

Istambul sempre inspirou e instigou o imaginário da humanidade, desde quando ainda era Constantinopla, centro cultural e religioso do mundo daquele período, além de ponte para as rotas comerciais que ligavam o oriente ao ocidente. A queda de Constantinopla, em 1453, quando o império romando no oriente foi destruído e se estabeleceu o Império Otomano, é considerado por muitos historiadores como o fim de fato da Idade Média na Europa e uma de suas principais consequências seria a procura pelos navegadores espanhois e portugueses por uma rota alternativa ao oriente, culminando assim na “descoberta” das américas. Até mesmo o arquiteto franco-suíço Le Corbusier, no seu relato A Viagem do Oriente, diário de viagem redigido em 1911 pelo então jovem estudante de artes, afirma que sua viagem por Istambul foi seminal para a sua formação pessoal e profissional.
Hoje a Turquia é um dos únicos países de maioria mulçamana que mantém um governo secular e laico e que cada vez mais tem se aproximado do ocidente, mas sem deixar suas tradições milenares de lado, e Istambul é o maior espelho dessas transformações. A cidade é considerada umas das mais vibrantes atualmente, tanto pela sua cultura quanto para os negócios. Apesar de sua inegável modernização, a cidade ainda faz parte de um país pobre e que sua exuberante modernidade contrasta radicalmente com o arcaico e quase medieval interior turco. Talvez essa seja um dos grandes entraves na compelxa discussão do país para integrar a União Européia, que acontece desde 2005 e tem como principais opositores a Áustria e a França.
Mas se depender da imagem que a Turquia está emanando para o mundo, talvez esse cenário se transforme. Em novembro de 2009, o projeto de discussão e investigação sobre o futuro das cidades, Urban Age, organizado pela London School of Economics e pelo Deutsche Bank’s Alfred Herrhausen Society, realizou a conferência Istambul: A Cidade das Interseções, sobre os desafios e o futuro da 5ª maior cidade do planeta. Durante 3 dias, os principais pensadores sobre urbanismo, sociedade e cidades se reuniram para discutir as possibilidades, os desafios, e, principalmente, o momento de profunda transformação que a cidade está vivendo. Saskia Sassen, professora de Sociologia da Universidade de Columbia e criadora do conceito de Cidade Global, uma das convidadas mais ilustres do evento, afirma que o momento em que a cidade vive atualmente é um dos mais importantes e promissores em seus quase 3 mil anos de história, e que basta apenas que os governantes saibam aproveitar da face positiva da inevitável globalização. A revista inglesa Monocle produziu um belo resumo da conferência, que pode ser assistido em vídeo pelo seu site. O relatório final e maiores inofrmações sobre a conferência estão disponíveis para download no site do projeto.
E parece que de fato o governo local está tentando aproveitar esse movimento positivo. Istambul foi escolhida pela União Européia como a Capital da Europa da Cultura de 2010, um grande esforço de Public Diplomacy onde a cidade se transforma no foco da atenção mundial, tanto para as questões culturais quanto para a posibilidade de se estabelecer novos negócios e parcerias internacionais. Para isso, Istambul desenvolveu várias ações de divulgação e consolidação da sua imagem nacional, tudo dentro de um sólido conceito: Istambul Inspirations. A marca, uma feliz mistura de elementos clássicos a uma estrutura contemporânea, mostra claramente essa peculiar dualidade ocidente/oriente, o que torna a cidade única e mágica. Abaixo, um vídeo sobre as inspirações que a cidade exerce sobre o imaginário coletivo, desde suas clássicas mesquitas e belas imagens do Canal do Bósforo, mas claro, sem esquecer os tais elementos contemporâneos o que torna a cidade mais interessante ainda.
A burocracia pelo mundo
fevereiro 27, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment
Diariamente, no caminho para o trabalho, passo em frente a uma região popular e em considerável transformação devido as obras do metrô. Cada dia vejo algo novo, mesmo que seja em microsegundos, dentro do carro. Mas o que sempre me impressiona é uma pequena loja de porta de metal aberta para a rua, onde em um letreiro escrito à mão pode-se ler: Serviços em Advocacia. Dentro da loja encontra-se apenas uma escrivaninha, uma antiga máquina de escrever sobre à mesa, pilhas e pilhas de papel, duas cadeiras a espera de um cliente e um senhor negro de terno mal cortado. Ao mesmo tempo que essa cena não condiz com os suntosos e encarpetados escritórios de advocacia do nosso imaginário, essa simplória loja faz muito mais sentido no tipo de sociedade em que vivemos do que possamos imaginar.
O Brasil é um país calcado em burocracias tão complexas que deixaria Franz Kakfa assustado. E, infelizmente, essa é uma das imagens que o Brasil exporta para o mundo, principalmente quando falamos em negócios internacionais. Em países com bolsões de pobreza gigantescos como o Brasil, a burocracia serve como uma espécie de mantenedora de uma hierarquia imaginária, onde o caos de formulários e números segrega as pessoas, dando poder e função a pessoas ordinárias para que essas continuem a rodar o programa no qual nem mesmo elas sabem para que servem.
O fotógrafo holandês Jan Banning viajou por vários países como China, Estados Unidos, Bolivia, Libéria, India, Yemen, Russia e outros onde fotografou a burocracia local, confirmando que essa segregação ainda faz sentido, infelizmente . O resultado, o quer pode ser visto em algumas imagens abaixo, é de uma crueza extremamente assustadora e familiar e, por que não, bela.
A loja de advocacia do senhor negro no Largo do Batata, em São Paulo, observando mais atentamente, na verdade não destoa tanto de nossa realidade, pelo menos não por enquanto.







Lars von Trier e o branding da Dinamarca
fevereiro 26, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment
Como seria o branding da Dinamarca se o cineasta Lars von Trier, um dos criadores do conceiro Dogma 95 de se produzir cinema fora dos padrões hollywoodianos, fosse o responsável pela concepção da imagem nacional e pela produção de filmes institucionais para o país? É o que a The Onion - site especializado em um jornalismo fantasioso mas de extrema qualidade – se perguntou e resolveu investigar. O resultado está no vídeo abaixo.
Provavelmente as autoridades dinamarquesas não vão gostar nem um pouco dessa brincadeira e várias manifestações de repúdio ao site vão surgir, mas é uma questão inevitável de se analisar. A imagem de uma Dinamarca extremamente bem organizada, socialmente estruturada e perfeitamente construída em valores políticos e democráticos, que invariavelmente está sempre nos primeiros lugares tanto nos rankings internacionais de percepção quanto nos índices de desenvolvimento social e humano da ONU, não raro também é percebida por atitudes extremas de desvio social, o que, claro, aconetece em qualquer sociedade, mas que contrasta radicalmente com essa imagem constrúida de uma civilidade perfeita do povo dinamarquês. E Lars von Trier é um dos maiores divulgadores dessa imagem distorcida de sua sociedade. Então, por mais que a piada possa parecer de mau gosto, é indiscutível que a imagem construída por Lars von Trier em seus filmes, mesmo quando o assunto não é necessariamente sobre a sociedade dinamarquesa, reflete um pouco a percepção que o mundo tem da Dinamarca, mesmo que seja um pouco ficcional.
Denmark Introduces Harrowing New Tourism Ads Directed By Lars Von Trier
A nova Liechtenstein
fevereiro 26, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment

Cada vez mais são os pequenos países que mais investem na construção e divulgação de sua identidade nacional, talvez seja pela sua pequena participação no cenário internacional, devido ao seu terrítorio restrito, ou na tentativa de mudar alguma imagem estabelecida que não seja aquela que o país queira mostrar ao mundo. Esse é o caso do Principado de Liechtenstein, pequena nação encravada entre Suíça, Itália, Alemanha e Áustria.
O pequeno principado sempre foi conhecido pelos seus baixos impostos, o que o levou a um crescimemnto econômico vertiginoso, mas contribuindo para uma imagem internacional associada a de um paraíso fiscal perfeito para a lavagem de dinheiro de grandes grupos criminosos e de sua grande tolerância em relação a esse tema. Além de mudanças políticas na gestão de grandes fortunas, o país recorreu ao consultor Wolff Ollins para o redesenho de uma nova identidade visual da região, onde os elementos mais fundamentais daquela sociedade deveriam ser exarcebados. Segundo o site do consultor, o projeto, que foi desenvolvido em 2004, trouxe grandes mudanças na percepção de investidores, ao mesmo tempo que colocou o país no mapa do turismo e dos negócios mundiais.
Se de fato essas transformações aconteceram, é preciso pesquisar em alguns índices de percepção e fazer análises comparativas dos números nacionais. Mas o fato é que a nova comunicação oficial do principado realmente traz algo novo para a região.
Abaixo, algumas imagens da nova identidade de visual e suas derivações.
Para maiores informações sobre o projeto, acesse o portal do país e a apresentação desenvolvida pelo escritório de Wolff Ollins.



Post inspirado via @patriciasdc
Nation Branding, um panorama
fevereiro 19, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment
Post originalmente publicado em: December 8, 2009
Durante quase três anos mergulhei nesta nova disciplina chamada Nation Branding como objeto de pesquisa para o curso de Relações Internacionais e para um projeto de mestrado. Até então, pouco se ouvia falar sobre o assunto e a principal associação feita tanto por leigos quanto por pessoas vinculadas ao universo das Relações internacionais e da Comunicação era que Nation Branding se resumia a uma simples e prosáica propaganda política. Já imaginava que esta não seria a resposta, então resolvi me aprofundar, o que me levou, além do projeto acadêmico, a criação desse site para a discussão e pesquisa de ações ligadas ao tema.
Depois de dezenas de livros, publicações, seminários, artigos, discussões, conversas, críticas e observações de experiências práticas, a resposta não poderia ser outra. O caminho da construção ou reconstrução da imagem de países, cidades, regiões ou lugares é um processo extremamente complexo e demorado, envolvendo disciplinas tão diversas como Antropologia Cultural, Ciência Política e Comunicação além da confluência de vários setores de uma sociedade como ministérios, secretarias de governos, sindicatos patronais, associações civis e a iniciativa privada.
Resumir um projeto de Nation Branding como propaganda política é de uma superficialidade sem precedentes. E para tentar argumentar contra esse senso comum, lastreado em teorias de diversas áreas do conhecimento, resolvi desenvolver uma visão geral do assunto, sobrevoando desde suas referências históricas até os resultados e as consequências de suas aplicações nas sociedades contemporânesa. O resultado é uma introdução ao tema, inexistente em língua portuguesa, que irá guiar minhas pesquisas para projeto de mestrado, onde irei me aprofundar um pouco mais.
Abaixo, disponibilizei a apresentação usada como apoio para a defesa do tema. Em breve estará disponível também uma versão digital para download do trabalho escrito, que será editado em formato de livro através do projeto embrionário de uma mini-editora com o selo isotipo.labs, destinada a vasculhar esse tema e seus subconceitos como Public Diplomacy, Place Branding, Gov 2.0, Sociedade 2.0, Soft Power, DesignCities, Economia Criativa, etc.
