Japão, um país estranho

março 22, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment 

O designer japonês Kenichi Tanaka, num exercício interessante de auto-reflexão, desenvolveu uma tese de como seu país era visto pelos olhos estrangeiros. Para isso, criou um vídeo onde dados tradicionais como o alto índice de desenvolvimento humano ou o segundo maior PIB do mundo são associados a certas peculiaridades típicas daquela sociedade, como os olhos pequenos, a tímidez de seu povo e o fascínio quase descontrolado de suas mulheres por dietas e marcas ao mesmo tempo que são apaixonados por fast food. O resultado, abaixo, é um divertido e belo retrato da sociedade japonesa, mesmo que carregado de  humor e uma certa exarcebação de clichês.

Nation Branding, o livro

março 10, 2010 by isotipo.labs · 3 Comments 

Nation Branding Book

Nation Branding Book

Nation Branding Book

Nation Branding Book

A isotipo.labs inaugura, com o livro Nation Branding: Construindo a Imagem das Nações, o projeto de uma mini-editora experimental focada em temas já bastante discutidos nesse site como branding de países, cidades e regiões, identidade cultural, gov 2.0, urbanismo e cidadania e discussões sobre o papel do design e do branding no desenvolvimento econômico e social das regiões onde essas ferramentas são aplicadas. A ideia é muito simples: buscar conteúdo em língua portuguesa sobre esses temas e disponibilizá-lo tanto na versão digital gratuíta quanto em versão impressa – vendidos sob demanda – tentando assim iniciar uma bibliografia em língua portuguesa sobre esses temas, que cada vez são mais evidentes nas discussões nacionais e internacionais, mas com conteúdos quase nulos em terras brasileiras.

O primeiro lançamento desse projeto, Nation Branding: Construindo a Imagem das Nações, é um breve panorama sobre o tema, voltando desde a fundação dos Estados modernos, no séc XVI, até suas aplicações práticas nesse conturbado século XXI. Escrito por Gustavo Santos, designer com espcialização em Relações Internacionais, o livro, concebido a partir de uma monografia para o curso de Relações Internacionais e como prévia para uma tese de mestrado, tem como objetivo apresentar o tema tanto para estudiosos do universo das Ciências Políticas e Sociais quanto para profissionais de comunicação de uma forma suscinta, clara e inédita, já que ainda não existe literatura em língua portuguesa sobre o assunto. Para maiores informações sobre o conteúdo do livro, clique aqui, e para saber mais sobre o autor, clique aqui.

Em breve, o conteúdo da primeira publicação da isotipo.labs poderá ser lido na íntegra aqui no site ou pelo Issuu. Para os interessados em uma cópia impressa, basta acessar o Blurb, e fazer seu pedido online.

Design para a África

março 7, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment 

Burundi

Burundi

O estúdio de design californiano Stolen ficou impressionado com as estatísticas nada favoráveis das nações do continente africano. Números impressionantes como a expectativa de vida de 31 anos de Moçambique oua informação de que a cada 63 habitantes de Botsuana, 37 são portadores do vírus da AIDS, serviram de inspiração para uma série de camisetas onde esses dados de vários países daquele continente são divulgados a partir de um belo trabalho de data vizualization. O projeto, chamado de StatAttak, colocou a venda essas camisetas com o objetivo de doar 20% de todo o valor arrecadado para um grupo de voluntários que vão construir um orfanato em Moçambique, país que inspirou todo o projeto. Segundo o site, ao invés de entregar esse dinehiro para terceiros, os designers vão pessoalmente até ao país para entregar o valor da doação e acompanhar de perto o projeto. Bonito e interessante.

Abaixo, mais algumas imagens do projeto.

Zambia

Zambia

Botswana

Botswana

A inspiração de Istambul

março 1, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment 

istambul

Istambul sempre inspirou e instigou o imaginário da humanidade, desde quando ainda era Constantinopla, centro cultural e religioso do mundo daquele período, além de ponte para as rotas comerciais que ligavam o oriente ao ocidente. A queda de Constantinopla, em 1453, quando o império romando no oriente foi destruído e se estabeleceu o Império Otomano, é considerado por muitos historiadores como o fim de fato da Idade Média na Europa e uma de suas principais consequências seria a procura pelos navegadores espanhois e portugueses por uma rota alternativa ao oriente, culminando assim na “descoberta” das américas. Até mesmo o arquiteto franco-suíço Le Corbusier, no seu relato A Viagem do Oriente, diário de viagem redigido em 1911 pelo então jovem estudante de artes, afirma que sua viagem por Istambul foi seminal para a sua formação pessoal e profissional.

Hoje a Turquia é um dos únicos países de maioria mulçamana que mantém um governo secular e laico e que cada vez mais tem se aproximado do ocidente, mas sem deixar suas tradições milenares de lado, e Istambul é o maior espelho dessas transformações. A cidade é considerada umas das mais vibrantes atualmente, tanto pela sua cultura quanto para os negócios. Apesar de sua inegável modernização, a cidade ainda faz parte de um país pobre e que  sua exuberante modernidade contrasta radicalmente com o arcaico e quase medieval interior turco. Talvez essa seja um dos grandes entraves na compelxa discussão do país para integrar a União Européia, que acontece desde 2005 e tem como principais opositores a Áustria e a França.

Mas se depender da imagem que a Turquia está emanando para o mundo, talvez esse cenário se transforme. Em novembro de 2009, o projeto de discussão e investigação  sobre o futuro das cidades, Urban Age, organizado pela London School of Economics e pelo Deutsche Bank’s Alfred Herrhausen Society, realizou a conferência Istambul: A Cidade das Interseções, sobre os desafios e o futuro da 5ª maior cidade do planeta. Durante 3 dias, os principais pensadores sobre urbanismo, sociedade e cidades se reuniram para discutir as possibilidades, os desafios, e, principalmente, o momento de profunda transformação que a cidade está vivendo. Saskia Sassen, professora de Sociologia da Universidade de Columbia e criadora do conceito de Cidade Global, uma das convidadas mais ilustres do evento, afirma que o momento em que a cidade vive atualmente é um dos mais importantes e promissores em seus quase 3 mil anos de história, e que basta apenas que os governantes saibam aproveitar da face positiva da inevitável globalização. A revista inglesa Monocle produziu um belo resumo da conferência, que pode ser assistido em vídeo pelo seu site. O relatório final e maiores inofrmações sobre a conferência estão disponíveis para download no site do projeto.

E parece que de fato o governo local está tentando aproveitar esse movimento positivo. Istambul foi escolhida pela União Européia como a Capital da Europa da Cultura de 2010, um grande esforço de Public Diplomacy onde a cidade se transforma no foco da atenção mundial, tanto para as questões culturais quanto para a posibilidade de se estabelecer novos negócios e parcerias internacionais. Para isso, Istambul desenvolveu várias ações de divulgação e consolidação da sua imagem nacional, tudo dentro de um sólido conceito: Istambul Inspirations. A marca, uma feliz mistura de elementos clássicos a uma estrutura contemporânea, mostra claramente essa peculiar dualidade ocidente/oriente, o que torna a cidade única e mágica. Abaixo, um vídeo sobre as inspirações que a cidade exerce sobre o imaginário coletivo, desde suas clássicas mesquitas e belas imagens do Canal do Bósforo, mas claro, sem esquecer os tais elementos contemporâneos o que torna a cidade mais interessante ainda.