A inspiração de Istambul

março 1, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment 

istambul

Istambul sempre inspirou e instigou o imaginário da humanidade, desde quando ainda era Constantinopla, centro cultural e religioso do mundo daquele período, além de ponte para as rotas comerciais que ligavam o oriente ao ocidente. A queda de Constantinopla, em 1453, quando o império romando no oriente foi destruído e se estabeleceu o Império Otomano, é considerado por muitos historiadores como o fim de fato da Idade Média na Europa e uma de suas principais consequências seria a procura pelos navegadores espanhois e portugueses por uma rota alternativa ao oriente, culminando assim na “descoberta” das américas. Até mesmo o arquiteto franco-suíço Le Corbusier, no seu relato A Viagem do Oriente, diário de viagem redigido em 1911 pelo então jovem estudante de artes, afirma que sua viagem por Istambul foi seminal para a sua formação pessoal e profissional.

Hoje a Turquia é um dos únicos países de maioria mulçamana que mantém um governo secular e laico e que cada vez mais tem se aproximado do ocidente, mas sem deixar suas tradições milenares de lado, e Istambul é o maior espelho dessas transformações. A cidade é considerada umas das mais vibrantes atualmente, tanto pela sua cultura quanto para os negócios. Apesar de sua inegável modernização, a cidade ainda faz parte de um país pobre e que  sua exuberante modernidade contrasta radicalmente com o arcaico e quase medieval interior turco. Talvez essa seja um dos grandes entraves na compelxa discussão do país para integrar a União Européia, que acontece desde 2005 e tem como principais opositores a Áustria e a França.

Mas se depender da imagem que a Turquia está emanando para o mundo, talvez esse cenário se transforme. Em novembro de 2009, o projeto de discussão e investigação  sobre o futuro das cidades, Urban Age, organizado pela London School of Economics e pelo Deutsche Bank’s Alfred Herrhausen Society, realizou a conferência Istambul: A Cidade das Interseções, sobre os desafios e o futuro da 5ª maior cidade do planeta. Durante 3 dias, os principais pensadores sobre urbanismo, sociedade e cidades se reuniram para discutir as possibilidades, os desafios, e, principalmente, o momento de profunda transformação que a cidade está vivendo. Saskia Sassen, professora de Sociologia da Universidade de Columbia e criadora do conceito de Cidade Global, uma das convidadas mais ilustres do evento, afirma que o momento em que a cidade vive atualmente é um dos mais importantes e promissores em seus quase 3 mil anos de história, e que basta apenas que os governantes saibam aproveitar da face positiva da inevitável globalização. A revista inglesa Monocle produziu um belo resumo da conferência, que pode ser assistido em vídeo pelo seu site. O relatório final e maiores inofrmações sobre a conferência estão disponíveis para download no site do projeto.

E parece que de fato o governo local está tentando aproveitar esse movimento positivo. Istambul foi escolhida pela União Européia como a Capital da Europa da Cultura de 2010, um grande esforço de Public Diplomacy onde a cidade se transforma no foco da atenção mundial, tanto para as questões culturais quanto para a posibilidade de se estabelecer novos negócios e parcerias internacionais. Para isso, Istambul desenvolveu várias ações de divulgação e consolidação da sua imagem nacional, tudo dentro de um sólido conceito: Istambul Inspirations. A marca, uma feliz mistura de elementos clássicos a uma estrutura contemporânea, mostra claramente essa peculiar dualidade ocidente/oriente, o que torna a cidade única e mágica. Abaixo, um vídeo sobre as inspirações que a cidade exerce sobre o imaginário coletivo, desde suas clássicas mesquitas e belas imagens do Canal do Bósforo, mas claro, sem esquecer os tais elementos contemporâneos o que torna a cidade mais interessante ainda.

A inspiração de Istambul

fevereiro 1, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment 

istambul

Istambul sempre inspirou e instigou o imaginário da humanidade, desde quando ainda era Constantinopla, centro cultural e religioso do mundo daquele período, além de ponte para as rotas comerciais que ligavam o oriente ao ocidente.  A queda de Constantinopla, em 1453, quando o império romando no oriente foi destruído e se estabeleceu o Império Otomano, é considerado por muitos historiadores como o fim de fato da Idade Média na Europa e uma de suas principais consequências seria a procura pelos navegadores espanhois e portugueses por uma rota alternativa ao oriente, culminando assim na “descoberta” das américas. Até mesmo o arquiteto franco-suíço Le Corbusier, no seu relato A Viagem do Oriente, diário de viagem redigido em 1911 pelo então jovem estudante de artes, afirma que sua viagem por Istambul foi seminal para a sua formação pessoal e profissional.

Hoje a Turquia é um dos únicos países de maioria mulçamana que mantém um governo secular e laico e que cada vez mais tem se aproximado do ocidente, mas sem deixar suas tradições milenares de lado, e Istambul é o maior espelho dessas transformações. A cidade é considerada umas das mais vibrantes atualmente, tanto pela sua cultura quanto para os negócios. Apesar de sua inegável modernização, a cidade ainda faz parte de um país pobre e que  sua exuberante modernidade contrasta radicalmente com o arcaico e quase medieval interior turco. Talvez essa seja um dos grandes entraves na compelxa discussão do país para integrar a União Européia, que acontece desde 2005 e tem como principais opositores a Áustria e a França.

Mas se depender da imagem que a Turquia está emanando para o mundo, talvez esse cenário se transforme. Em novembro de 2009, o projeto de discussão e investigação  sobre o futuro das cidades, o Urban Age, organizado pela London School of Economics e pelo Deutsche Bank’s Alfred Herrhausen Society, realizou a conferência em Istambul: A Cidade das Interseções, sobre os desafios e o futuro da 5ª maior cidade do planeta. Durante 3 dias, os principais pensadores sobre urbanismo, sociedade e cidades se reuniram para discutir as possibilidades, os desafios, e, principalmente, o momento de profunda transformação que a cidade está vivendo. Saskia Sassen, professora de Sociologia da Universidade de Columbia e criadora do conceito de Cidade Global, uma das convidadas mais ilustres do evento, afirma que o momento que a cidade vive atualmente é um dos mais importantes e promissores em seus quase 3 mil anos de história, e que basta apenas que os governantes saibam aproveitar da face positiva da inevitável globalização. A revista inglesa Monocle produziu um belo resumo da conferência, que pode ser assistido em vídeo pelo seu site. O relatório final e maiores inofrmações sobre a conferência está disponível para download no site do projeto.

E parece que o governo local está tentando aproveitar esse movimento positivo. Istambul foi escolhida pela União Européia como a Capital da Europa da Cultura de 2010, um grande esforço de Public Diplomacy onde a cidade se transforma no foco da atenção mundial, tanto para as questões culturais quanto para a posibilidade de se estabelecer negócios e parcerias internacionais. Para isso, Istambul desenvolveu várias ações de divulgação e consolidação da sua imagem nacional, tudo dentro de um sólido conceito: Istambul Inspirations. A marca, uma feliz mistura de elementos clássicos a uma estrutura contemporânea, mostra claramente essa peculiar dualidade ocidente/oriente, o que torna a cidade única e mágica. Abaixo, um vídeo sobre as inspirações que a cidade exerce sobre o imaginário coletivo, desde suas clássicas mesquitas e belas imagens do canal do Bósforo, mas claro, sem esquecer os tais elementos contemporâneos o que torna a cidade mais interessante ainda.