Sobre Peru, marcas e publicitários
abril 5, 2011 by isotipo.labs · 1 Comment
O pequeno mas latente mundo do Place Branding está começando a sair da toca e mostrar à que veio. Uma disciplina ainda muito confundida com propaganda política, onde grandes agências – as maiores responsáveis pela criação desses projetos – ainda se utilizam de técnicas comuns de comunicação para o desenvolvimento desses projetos e, principalmente, lida com a construção de uma marca de um país ou de uma região com o mesmo instrumental para a criação de uma marca de sabão em pó. Mas parece que aos poucos algo vai se transformando. Talvez a informação de que outros métodos e pensamentos são necessários esteja ficando mais evidentes e mais óbvios para todos os envolvidos. Pequenos cursos estão começando a surgir e orgãos oficiais estão se atentando para que não basta pagar para um grande nome da publicidade local cuidar de algo tão valioso, mas ainda muito sucateado.
Um caso interessante ocorrido esta semana foi a publicação do mini-artigo de Tânia Savaget com o título ‘O branding para países, estados, cidades – Como seria no Rio? A hora é agora‘ no Blue Bus, tradicional site sobre notícias do mundo da propaganda, lido por 14 de 10 publicitários do nosso Brasil varonil. Como a Tátil foi a vencedora – com muito mérito – do concurso da marca das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, acabou se tornando o escritório com maior propriedade para falar sobre o assunto no Brasil. Mas é sempre bom lembrar que o processo de construção da marca, por mais belo que tenha sido – conforme o vídeo abaixo -, se resume apenas à uma marca que, apesar do evento ser de extrema importância para um processo de branding, é bastanate efêmero e está longe da complexidade de um projeto de marca para um país ou cidade.
Mas, então como pensar de forma consistente um objeto tão complexo como um país? Muito tem se feito mas pouco com relevância de fato. Pensar um projeto de uma marca não é mais apenas qual tipografia usar ou que ela deva representar – apesar de ser uma fase importante do processo – e sim o que está por trás deste projeto todo e qual o objetivo a se atingir. Normalmente ao se pensar uma marca de país se cria algo apenas para a promoção do setor turístico de determinada região. Os outros setores ficam só, perdidos num mar sem identidade.
A grande vedete deste ano é o novo projeto de marca para o Peru, nosso vizinho sulamericano. O Peru já tinha uma marca usada para o setor turístico, grande fonte de renda para o país, mas percebeu que com uma marca que transmitisse valores antigos e para um setor simplesmente não era mais viável, afinal a identidade de um país é de seu conjunto e não apenas para um determinado segmento. A FutureBrand de londres foi a responsável pela tarefa. Com a nova marca da Austrália e do arquipélago de Santa Lúcia no currículo e além de serem os responsáveis por um dos principais índices de classificação dos esforços de branding de países, mostraram neste novo projeto que de fato estão entendendo com profundidade como lidar com algo tão extenso e complicado quanto uma identidade nacional.
A marca Peru veio acompanhada de claros objetivos e com quem quer falar. Ao invés da grande maioria focar sua comunicação para a promoção do turismo, o Peru quer também atrair investimentos internacionais e usar como ferramenta principal de promoção dos seus produtos no exterior. Ou seja, a ideia é que a marca seja onipresente em tudo o que for relativo ao país, desde ações promocionais no Facebook até a fita para embalar seus produtos regionais. Até então, apenas a Suíça conseguiu colocar sua marca nacional no imaginário mundial. Se o Peru vai conseguir, é uma questão de tempo. Mas o primeiro passo foi dado da forma mais correta possível.
Para dar suporte ao lançamento da nova marca, o governo lançou o Marca Peru, um site onde todas as questões que envolvem a criação, o desenvolvimento, as pesquisas e os objetivos são detalhados de forma extremamente clara e envolvente. É um belo exemplo de organização e até de respeito com a sociedade peruana como um todo, a grande financiadora do projeto.
Abaixo, algumas imagens e o vídeo promocional da Marca Peru.
Pensar e fazer !
março 11, 2011 by isotipo.labs · Leave a Comment
Quando se fala de Nation Branding, Place Branding, Marketing Territorial ou qualquer outro neologismo para tentar organizar dentro de uma área do conhecimento um assunto tão complexo como a manutenção da imagem de uma região, sua reidentificação, seu posicionamento perante seus “concorrentes” e, consequentemente, seu desenvolvimento econômico e social como objetivo final, muito se erra ao imaginar que um esforço deste porte seja resolvido apenas pela comunicação pois, diriam os incautos, afinal de contas estamos falando de branding. Nation Branding ou o quer que seja.
Talvez este seja um dos motivos pelos quais grande pensadores e consultores da área estão – pouco a pouco – abandonando a palavra branding de seus vocabulários. Uma disciplina natimorta – diriam alguns – pois ela não dá conta da complexidade material e imaterial de um país ou de um lugar. Talvez o branding aplicado à países, estados, cidades, bairros, ruas, etc ainda não esteja morto como profetizam, mas já é consenso que é apenas a expressão final de algo muito maior, ou seja, um projeto de reidentificação, planejamento, gestão e governança onde o branding seja apenas a ponta final.
Aqui na América do Sul apenas o Chile tenha entendido um pouco mais profundamente o papel do branding em suas ações de posicionamento como um país inovador na região, principalmente após o projeto Start Up Chile onde vemos o branding apenas como construção da comunicação de um projeto de atração de talentos, empreendedores e investimentos com o claro objetivo do país se tornar o principal e mais relevante hub de inovação e tecnologia da América Latina.
A ideia é muito simples: em 2011 eles querem atrair cerca de 300 equipes com projetos inovadores para serem aplicados e desenvolvidos no Chile. Em contra partida, o governo chileno te dá 40 mil doláres para iniciar o projeto, um espaço de trabalho e um visto de 1 ano de trabalho. Em 2010, 25 projetos foram iniciados e já estão em desenvolvimento.
Ou seja, um esforço real e eficaz de Nation Branding não pode e nem deve se basear apenas no branding.
Abaixo, o vídeo de divulgação do projeto.
O novo Báltico
setembro 9, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment
Há algo de novo acontecendo nas águas geladas do Báltico. Os três países que formam essa microrregião (Estônia, Letônia e Lituânia) sempre foram coadjuvantes na história recente da humanidade, consenquência da inquestionável dominação social, militar e da homogenização cultural imposta pela União Soviética por mais de 70 anos. Hoje, quase 20 anos depois de independência e 6 após a entrada dos três países na União Européia, os pequenos bálticos lutam agora para transformar a imagem herdada pela era soviética de corrupção, prostituição, pobreza e decadência, além da consolidação de uma identidade nacional forte e distintas entre si. Então, nada mais natural do que se aventurar por projetos de branding para tentar esta difícil transformação. E cada um dos países se lançaram à esses esforços, ora bem sucedidos, ora de tão tímidos e conservadores que ainda continuam a causar confusão na cabeça de seus interlocutores.
Mas existem bons argumentos. Após a entrada dos países na União Européia em 2004, a economia e qualidade de vida da região aumentou exponencialmente, muito graças à mão de obra barata e qualificada da região, mas o turismo e o investimento internacional, além do reconhecimento de seus produtos, não apareceram como deviam. Localizados em uma região estratégica, rica em natureza e com um grande passado a ser descoberto, os países então passam a investir em projetos de valorização da identidade nacional e promoção internacional de seus valores intangíveis, cada um com suas peculiaridades.
Dos três países, definitivamente a Lituânia é o que mais investe em promoção internacional e no que eles próprios chamam de “estratégias criativas para o desenvolvimento da imagem econômica do país”. Para isso, tiveram ajuda dos especialistas da Saffron Brand Consultants, um grupo internacional de branding capitaneado por Wally Ollins. A estratégia criada pela consultoria, extremamente rica, complexa e completa, defende que a imagem econômica do país é indissociável de sua imagem como um todo. Então, como argumento inicial que norteu todo o projeto, a Lituânia não deveria mais ser percebida apenas como um dos três países do Báltico e sim como o país mais atrativo para investimentos do nordeste da Europa pelo seu tamanho (é o maior dos três países), pela infraestrutura superior, pela ética nos negócios, pela notável criatividade cultural e por sua localização privilegiada, no meio do caminho entre a Europa ocidental e oriental, além da vizinha Rússia. Então aqui temos um projeto de branding que extrapola a simples promoção turística de sua região. A Lituânia quer ser mais do que isso. Quer ser uma espécie de novo eldorado para os negócios globalizados numa região ainda pouco explorada.
Outro artifício importante para a consolidação de uma imagem positiva para o país foi a valorização dos produtos e serviços produzidos internamente e pensados como potenciais “embaixadores” para a valorização da marca nacional mundo afora. Apesar de uma identidade visual extremamente destoante de toda a comunicação, o Made in Lithuania é uma ferramenta online onde está concentrado todas as informações relevantes sobre a produção local passível de exportação. É o conceito de Country of Origin aplicado na prática.
Abaixo, um vídeo de apresentação sobre o país que, apesar do foco explícito em atração de investimentos e novos negócios, se utiliza de uma linguagem gráfica e um tom de voz extremamente contemporâneo, beirando quase o pop, analogia interessante para um país que, apesar de mais de mil anos de tradição e história, vive seu tempo.
A Letônia escolheu um caminho mais curto e objetivo para se diferenciar de suas duas irmãs. Condenada à mesma herança soviética dos outros dois países, a Letônia frequentemente sofre com sua instabilidade econômica, princiaplemte pós-crise global de 2008. Mas uma de suas grandes características é a capacidade de seu povo enfrentar problemas milenares com bom humor e resiliência. Esse então foi o mote para o mais recente esforço de promoção internacional criado pelo país. Como foco claro na experiência e na atração de turistas para sua região, a ação desenvolvida pelo país na Expo 2010 Shangai, batizada de Technology of Happiness, nada mais é que um grande tubo de vento multicolorido onde as pessoas são convidadas a experimentar a sensação de “voar de felicidade”. Simples assim. E em 4 meses de exposição, é um dos pavilhões mais concorridos de toda a Expo.
Apesar de ser altamente questionável pelo seu efeito efêmero, a ação proposta pelo país tem revelado uma interessante e pouco racional faceta de um projeto de Nation Branding: a das ações falarem mais do que as palavras. Com pouco discurso, com uma linguagem extremamente moderna e colorida e com a possibilidade de vivenciar uma experiência única, o país está conseguindo transformar a velha imagem soviética de um povo fechado, triste e cinzento em uma nação única e vibrante. Segundo o site oficial do país no evento, o ineditismo da ação já começa a render bons frutos para o país, em forma de procura por investimentos internos.
Já a Estônia, o menor dos três países, optou por um projeto tímido, conciso, quase silencioso. Lançado em 2001, o projeto Branding Estonia tinha como objetivo básico se distanciar de seu passado soviético e se aproximar dos primos escandinavos, já que a língua estoniana tem parentescos bem próximos com o finlandês, para se autoafirmarem como um país moderno. Auto entitulado de “a Nordic country with a twist“, o projeto estoniano tenta criar uma percepção de credibilidade tanto do país quanto do seu povo, que invariavelmente tem sua imagem manchada por casos de corrupção e prostituição. A experiência da Estônia tenta usar os aprendizados obtidos pela Irlanda, um país também pequeno, ofuscado muitas vezes por uma grande potência (caso da Inglaterra), mas com grandes qualidades econômicas e culturais.
A grande ressalva em construir a Estônia como um país nóridco com uma certa “ginga” foi a fraca linguagem visual e o simplório tom de voz escolhidos para comunicar um país com grandes problemas de percepção. Apesar de uma marca promocional com contornos contemporâneos, um certo ruído gráfico em sua identidade visual – principalmente mostrado no vídeo e no site da maior ação promocional do país, a Estônia Expo Center-, mostra uma fraqueza em sua execução, remetendo à uma imagem antiga e ultrapassada, que não condiz com o discurso de contemporaneiade que o documento Estonia Style brandbook tanto defende. Talvez a efemeridade em focar apenas na questão turística aliado a uma identidade visual dessonante seja o grande ponto fraco desse projeto.
Apesar das especificidades de cada projeto de branding desenvolvidos para os três países, o grande desafio na verdade, além de atrair turistas e investimentos - o que não é mais um dos grandes problemas após a entrada na União Européia – é a consolidação e a diferenciação de cada identidade nacional. Pesquisando um pouco mais a fundo, é possível identificar oceanos de diferenças culturais entres os três países tão próximos e que por muitas décadas foram subjulgados por uma cultura homogenizante. Mas para o interlocutor mais desatento, diferenciar Estônia, Letônia e Lituania pode ser uma tarefa tão difícil quanto aprender um de seus idiomas. A identidade nacional é o valor intangível mais precioso que qualquer nação pode ter. Saber explorá-la de uma forma original e desvinculada de clichês e esteriótipos é o grande desafio. Para chegar a um resultado satisfatório e sustentável a longo prazo – assim como os irlandeses conseguiram magistralmente se desvincular culturalmente da Inglaterra através de suas marcas, seus hábitos, suas lendas e de seu povo – os países bálticos vão precisar se mostrar cada vez mais diferentes e originais para seus parceiros internacionais, não necessariamente só para os turistas. Substrato para essa diferenciação existe aos montes.
Lars von Trier e o branding da Dinamarca
fevereiro 26, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment
Como seria o branding da Dinamarca se o cineasta Lars von Trier, um dos criadores do conceiro Dogma 95 de se produzir cinema fora dos padrões hollywoodianos, fosse o responsável pela concepção da imagem nacional e pela produção de filmes institucionais para o país? É o que a The Onion - site especializado em um jornalismo fantasioso mas de extrema qualidade – se perguntou e resolveu investigar. O resultado está no vídeo abaixo.
Provavelmente as autoridades dinamarquesas não vão gostar nem um pouco dessa brincadeira e várias manifestações de repúdio ao site vão surgir, mas é uma questão inevitável de se analisar. A imagem de uma Dinamarca extremamente bem organizada, socialmente estruturada e perfeitamente construída em valores políticos e democráticos, que invariavelmente está sempre nos primeiros lugares tanto nos rankings internacionais de percepção quanto nos índices de desenvolvimento social e humano da ONU, não raro também é percebida por atitudes extremas de desvio social, o que, claro, aconetece em qualquer sociedade, mas que contrasta radicalmente com essa imagem constrúida de uma civilidade perfeita do povo dinamarquês. E Lars von Trier é um dos maiores divulgadores dessa imagem distorcida de sua sociedade. Então, por mais que a piada possa parecer de mau gosto, é indiscutível que a imagem construída por Lars von Trier em seus filmes, mesmo quando o assunto não é necessariamente sobre a sociedade dinamarquesa, reflete um pouco a percepção que o mundo tem da Dinamarca, mesmo que seja um pouco ficcional.
Denmark Introduces Harrowing New Tourism Ads Directed By Lars Von Trier
A nova Liechtenstein
fevereiro 26, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment

Cada vez mais são os pequenos países que mais investem na construção e divulgação de sua identidade nacional, talvez seja pela sua pequena participação no cenário internacional, devido ao seu terrítorio restrito, ou na tentativa de mudar alguma imagem estabelecida que não seja aquela que o país queira mostrar ao mundo. Esse é o caso do Principado de Liechtenstein, pequena nação encravada entre Suíça, Itália, Alemanha e Áustria.
O pequeno principado sempre foi conhecido pelos seus baixos impostos, o que o levou a um crescimemnto econômico vertiginoso, mas contribuindo para uma imagem internacional associada a de um paraíso fiscal perfeito para a lavagem de dinheiro de grandes grupos criminosos e de sua grande tolerância em relação a esse tema. Além de mudanças políticas na gestão de grandes fortunas, o país recorreu ao consultor Wolff Ollins para o redesenho de uma nova identidade visual da região, onde os elementos mais fundamentais daquela sociedade deveriam ser exarcebados. Segundo o site do consultor, o projeto, que foi desenvolvido em 2004, trouxe grandes mudanças na percepção de investidores, ao mesmo tempo que colocou o país no mapa do turismo e dos negócios mundiais.
Se de fato essas transformações aconteceram, é preciso pesquisar em alguns índices de percepção e fazer análises comparativas dos números nacionais. Mas o fato é que a nova comunicação oficial do principado realmente traz algo novo para a região.
Abaixo, algumas imagens da nova identidade de visual e suas derivações.
Para maiores informações sobre o projeto, acesse o portal do país e a apresentação desenvolvida pelo escritório de Wolff Ollins.



Post inspirado via @patriciasdc
Nation Branding, um panorama
fevereiro 19, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment
Post originalmente publicado em: December 8, 2009
Durante quase três anos mergulhei nesta nova disciplina chamada Nation Branding como objeto de pesquisa para o curso de Relações Internacionais e para um projeto de mestrado. Até então, pouco se ouvia falar sobre o assunto e a principal associação feita tanto por leigos quanto por pessoas vinculadas ao universo das Relações internacionais e da Comunicação era que Nation Branding se resumia a uma simples e prosáica propaganda política. Já imaginava que esta não seria a resposta, então resolvi me aprofundar, o que me levou, além do projeto acadêmico, a criação desse site para a discussão e pesquisa de ações ligadas ao tema.
Depois de dezenas de livros, publicações, seminários, artigos, discussões, conversas, críticas e observações de experiências práticas, a resposta não poderia ser outra. O caminho da construção ou reconstrução da imagem de países, cidades, regiões ou lugares é um processo extremamente complexo e demorado, envolvendo disciplinas tão diversas como Antropologia Cultural, Ciência Política e Comunicação além da confluência de vários setores de uma sociedade como ministérios, secretarias de governos, sindicatos patronais, associações civis e a iniciativa privada.
Resumir um projeto de Nation Branding como propaganda política é de uma superficialidade sem precedentes. E para tentar argumentar contra esse senso comum, lastreado em teorias de diversas áreas do conhecimento, resolvi desenvolver uma visão geral do assunto, sobrevoando desde suas referências históricas até os resultados e as consequências de suas aplicações nas sociedades contemporânesa. O resultado é uma introdução ao tema, inexistente em língua portuguesa, que irá guiar minhas pesquisas para projeto de mestrado, onde irei me aprofundar um pouco mais.
Abaixo, disponibilizei a apresentação usada como apoio para a defesa do tema. Em breve estará disponível também uma versão digital para download do trabalho escrito, que será editado em formato de livro através do projeto embrionário de uma mini-editora com o selo isotipo.labs, destinada a vasculhar esse tema e seus subconceitos como Public Diplomacy, Place Branding, Gov 2.0, Sociedade 2.0, Soft Power, DesignCities, Economia Criativa, etc.
Os jovens europeus
fevereiro 19, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment
Post originalmente publicado em : October 31, 2009
A história de Kosovo, a última nação que se tem notícia a declarar independência – apesar de ainda não ser reconhecida por todos os países – é o mínimo instigante. Sempre foi, de uma forma ou de outra, ocupada pelos seus vizinhos. Após o fim a antiga Iuguslávia e a criação de vários estados independentes, Kosovo ainda ficou presa sobre o domínio sérvio, que ensaiou uma tentativa de limpeza étinica na sua população de maioria albanesa-mulçumana sob o comando de Sloboan Milosevic. Com sua recém conquistada independência, Kosovo tenta juntar seus cacos após anos de histórias de violência. Não vai ser fácil mudar a imagem de uma região devastada pela guerra e a idéia de celeiro de criminosos internacionais inescrupolosos, tal como mostrado no cinema.
Mas Kosovo tem um outro lado interesante: é o país do mundo com a maior população jovem da Europa, com uma idade média de 25,9 anos, o que sugere uma idéia de esperança na reconstrução tanto política quanto social daquela região. E foi esse o mote que a Saatchi & Saatchi de Israel se apropriou para criar o filme que inicia um belo esforço de Nation Branding de Kosovo. Assista ao filme acima e reflita sobre o efeito e o poder que as imagens tem sobre a percepção do país. Nada pretensioso, nada mentiroso. Apenas um desejo jovem e coletivo de tentar resconstruir sua própria história e identidade.







