TEDx São Paulo
fevereiro 19, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment
Post originalmente publicado em: November 13, 2009

Começa amanhã o TEDx São Paulo, edição brasileira do cobiçado e desejado TED, um encontro de pensadores que tem algo a dizer e que merecem que suas ideias sejam espalhadas. A versão brasileira terá mais de 700 pensadores – entre platéia e palestrantes – de diversas áreas de conhecimento para discutir o complexo mas necessário tema “O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?” Na versão original, que existe desde 1984, várias “celebridades” como Bill Clinton, Al Gore, Gordon Brown, Stephan Sagmeister, etc já divulgaram suas ideias e suas experiências em palestras de até 15 minutos.
Na edição de São Paulo, mais de 30 pensadores brasileiros vão mostrar suas propostas para colocar o Brasil de vez na linha de frente do pensamento mundial. Desde biólogos e engenheiros quimícos até designers e banqueiros, todos, de uma forma ou de outra, envolvidos na criação de boas ideias para o desenvolvimento do Brasil. Uma ótima oportunidade para aprender a escutar com quem tem o que dizer.
A isotipo.labs orgulhosamente estará lá, entre esses 700 privilegiados, e tentarei transmitir por aqui todas as minhas impressões, já que o evento irá registrar tudo e disponibilizar via web em breve.
Sociedade 2.0
fevereiro 19, 2010 by isotipo.labs · Leave a Comment
Muito tem se falado em Governo 2.0 e Public Diplomacy, conceitos novos que os governos estão adotando desesperadamente com a revolução que a internet e novas tecnologias de comunição na qual estamos vivendo. Aquele governo fechado, que esconde suas ações, criam e aprovam leis e acordos no silêncio da madrugada, sem a participação da sociedade, está cada vez mais fadada a virar artigo em livros de História. Com a adoção desses novos paradigmas, que tem como objetivos básicos promover o interesse nacional através da transparência, informação e, principalmente, da participação, os governos se aproximam cada vez da sociedade tentando assim construir uma sociedade mais justa. Mesmo que ainda seja o início de uma possível e longínqua transformação da democracia tal como a conhecemos hoje, vários setores da sociedade civil estão realmente engajados neste tema, pressionando os governos a se adaptarem aos novos tempos.
O maior exemplo recente deste envolvimento civil foi o Gov 2.0 Summit, um painel de discussões realizado em Washington, DC semana passada onde os CEO’s da maiores empresas de tecnologia e principais teóricos do assunto se encontraram para discutir a inevitável fusão das novas tecnologias com ações governamentais. Dia 29 de setembro outro importante seminário ‘Gov 2.0: The Collaborative Opportunities of Open Government‘, este via web, irá discutir as boas consequências sociais de um governo aberto à sociedade através das novas tecnologias. Ou seja, estamos entrando em uma via sem volta onde o uso de novas tecnologias e vários canais de comunicação com a sociedade será parte fundamental para se construir uma boa imagem dos países tanto para a sua população quanto para o exterior. O Estado que não conseguir se estabelecer dentros destes novos preceitos pode acabar sendo reconhecido como um governo pouco disposto ao diálogo e, na pior das hipóteses, de autoritário. Um bom exemplo deste conflito em terras brasileiras foi quando o governo Lula lançou o Blog do Planalto, um canal de informação oficial das ações do governo mas sem a possibilidade da sociedade interagir com os posts publicados, o que, por definicão, vai completamente contra os conceitos de transparência e participação do mundo 2.0. Tanto que foi necessário a criação de um clone do Blog do Planalto para a participação da sociedade.
Mas a grande surpresa dessa mobilização vem aqui mesmo do Brasil: a rede social Cidade Democrática, colaborando ainda mais para construção da imagem de um país criativo e inovador. O sistema funciona da seguinte forma: você se cadastra e começa a participar apontando problemas ou sugerindo soluções para sua rua, bairro, cidade, estado e até mesmo para o país. É um espaço para discussão de problemas locais, sem a participação do governo, para que a a própria sociedade discuta e desenvolva soluções para seus problemas se mobilizando e, consequentemente, pressionando o governo a olhar para pequenos problemas que, muitas vezes, não tem interesse político algum mas que afetam diretamente a vida das pessoas. É a própria sociedade discutindo seus problemas com o objetivo maior do bem comum, coletivo, utilizando um aplicativo brasileiro e colaborativo.
Uma boa atitude do governo seria acompanhar os projetos propostos no site e as discussões em torno dos problemas para se aproximar ainda mais da sociedade, já que esta não é a mesma que só se manifestava apenas nos dias de eleição. Uma sociedade criativamente perfeita seria aquela onde tanto o governo quanto sua população seriam 2.0. E isso talvez não esteja tão longe assim.
Para mais informações sobre Governo 2.0 e Public Diplomacy, veja um vídeo com Tim O’Reilly, criador do termo.
